sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quem De Nós Dois...


O que Distingue um Amigo Verdadeiro!


Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas. 
 
Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.  
 
 Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem.
É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável.
No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço».
E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 
 
 Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos.
Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem.
Odeiam-nos lealmente.
Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor.
Para mais, pífio e arrependido.
Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa.
 E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão.
O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão.
O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana?
Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais.
Os amigos não podem ser maus.
A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade.
E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.
 
 Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

O Amor é...


O Amor é... O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida.
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz.
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda.
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. 
 O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso. 

 Joaquim Pessoa.


Partiste, mas ficaste...


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Textos são apenas palavras reunidas...


Textos são apenas palavras reunidas.
Regras de gramática aplicadas.
Verbos organizados, disciplinados.
Sentidos colocados, programados.
Tem começo, meio e fim.
Vírgulas, pontos e reticências.
Autor, personagem, leitor.
Falam de teoria e prática.
Mas não saem do papel.
Quem disse?
 Alguns mexem tanto com a gente...
Parecem arranhar pele, coração e cabeça.
Confortam mas também incomodam.
Por isso, guardamos alguns deles.
Para usar quando foi necessário, conveniente.
E, para nos lembrar que a vida tem que se mais do que
algumas palavras reunidas. 
 
Autor desconhecido

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Momentos

Amores eternos escritos nas estrelas, citado pelo destino, marcado pelo tempo e vivido por NÓS!!!



Amores irreais alimentados por vento e estações...
Amores carnais vividos por dois corpos em fusão...
Amores inesperados constantes que vem e vai em um batimento...
Amores noturnos que ao clarear se isolam na mente e perdem a forma...
Amores duradouros aprendizagem gradativa e doação...
Amores prometidos cumpridos ingenuamente...
Amores...
Amor...
Amo...
Amores eternos escritos nas estrelas, citado pelo destino, marcado pelo tempo e vivido por NÓS!!!

Mary Seduction