domingo, 9 de março de 2014

Mulher


Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos…
Mas o que é importante não muda;
a tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio. Enquanto estejas viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazé-lo. Não vivas de fotografias amarelecidas…
Continua, quando todos esperam que desistas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti. Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quanto não consigas correr através dos anos, trota. Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 7 de março de 2014

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...


Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora
Tenho muito mais passado do que futuro
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas
As primeiras, ele chupou displicentemente
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram
Cobiçando seus lugares, talento e sorte
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos
Quero a essência... Minha alma tem pressa
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana, muito humana
Que não foge de sua mortalidade
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

Ricardo Gondim

quinta-feira, 6 de março de 2014

Momentos


Tanto. E sempre...


Gosto de gostar de ti.
Adoro amar-te tanto.
Amo adorar-te assim.

Quando me dou, gosto de me dar por inteiro.
Quando gosto não me sei dar só um pouco. Quando gosto não consigo deixar um pouco de mim comigo. Não gosto com cautelas. Não amo com precaução.

E não adoro só uma metade tua. Não gosto só de uma selecção de primeira escolha de ti. Não amo só as qualidades. Não convivo só com os lados felizes. Não gosto só do bonito de ti.

E quando me gostas como eu te gosto; quando me entendes como eu te entendo; quando me olhas como eu te olho; quando me sentes como te sinto: gosto de nós e amo gostar de nós.

Tanto. E sempre.

  Rita Leston 
 
 
 

terça-feira, 4 de março de 2014

E vi no brilho dos teus olhos a resposta que tanto esperava:..


Eu me encontrei em um emaranhado de perguntas onde achava impossível ter a resposta.
Vivo intensamente cada segundo que o sol me proporciona, e mesmo quando exausto do seu brilho, ele me entrega a serenidade do clarão da lua que reina absoluta.
Vim a este mundo para declamar a força dos ventos, o poder da terra, o calor do fogo, e transparência da água e me inebriar com as grandes tempestades que refletem a euforia do céu, enfim, eu vim para te provar que faço parte da realeza dos tempos, que não existem tormentos, nós é que damos maior proporção as minúcias, a resolverem-se rapidamente.
E vi no brilho dos teus olhos a resposta que tanto esperava:
Eu já era amado e não percebia, por que certa vez me dissestes que não se pronuncia o amor, apenas o sentimos, e te amei em silêncio e tive a certeza que este sentimento só é verdadeiro quando dói....E te falo com a intensidade da alma que está doendo !!!
 
 30/11/2013 O SILÊNCIO DO GOSTAR

  Beto Gávea
 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

És um deles? Parabéns!


A infância de quem nasceu nos anos 60, 70 e 80

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
 
 Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas à prova de crianças, ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
 
 Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque os óleos de fritar não continham gorduras trans e estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
Depois de acabarmos num monte de silvas, ou contra uma parede qualquer e aprendíamos. 
 
 Ou não…
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

A televisão tinha apenas dois canais e tinha-mos de madrugar ao domingo para ver os desenhos animados que um senhor chamado Vasco Granja apresentava.

Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
 
 Tínhamos amigos. Se os quiséssemos encontrar íamos à rua.
Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.

Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Aprendíamos a andar de bicicleta, na bicicleta do pai ou do vizinho e chegávamos a casa com os joelhos todos esfolados.

Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola. Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem, ou nos fossem buscar.
 
 Criávamos jogos com paus e bolas. Brincávamos ao pião e ao prego. Jogávamos à carica e ao berlinde, às três covinhas.
Jogávamos à bola na rua e era na rua que aprendíamos a jogar futebol. O conceito pagar para estar numa escola de futebol era algo que seria, no mínimo, estranho e sem qualquer sentido para nos nossos pais.

As meninas saltavam à corda. Brincavam às casinhas e às enfermeiras.

Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei e dos professores.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
 
 Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles? Parabéns!
 
 
Autor desconhecido

Robert Doisneau photography