quinta-feira, 21 de março de 2013

Quando Vier a Primavera


Viver não dói...


Definitivo, como tudo o que é simples. A nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automáticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos, não porque o nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos, não porque a nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela as nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos, não porque o nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, faz perder também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
 
 Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 19 de março de 2013

É hoje o dia do Pai


É hoje o dia do Pai.
 Abraça, e beija  o teu;
 Faz aquilo que eu não faço.
Porque já não tenho o meu.
 

domingo, 17 de março de 2013

Nosso erro…

Às vezes dói em mim a saudade
Do tempo em que nos conhecemos.
Um amor puro, alegre, sem cobranças…
Era o amor de uma bela amizade.
Éramos confidentes, sorrisos largos
Beijos, abraços repletos de carinho.
Eram ombros dados nos momentos
Em que se desabafava os sentimentos.
Sonhos construíamos em castelos de areia
Um dava ao outro o prazer de sonhar
Pareciamos duas crianças sonhadoras
Ou dois adolescentes curtindo o mar.
Porém, a amizade se confundiu
Deixamos acreditar que nos amávamos
Então, veio as brigas, o ciúmes…
Sem perceber aos poucos afastávamos
E todo encanto ia morrendo;
Aquela bela amizade matávamos.
Hoje a indiferença em nós restou
De dois olhares que não se encontram
De palavras que não se trocam
Apenas a saudades que em mim ficou
Do tempo que nosso amor era amizade.

Ataíde Lemos

quarta-feira, 13 de março de 2013

Não sei se estou perto ou longe demais...


"Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado... Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de formas diferentes... Continuo caminhando sozinha, mas levo comigo cada recordação, cada vivência, cada momento, cada cheiro, todas as palavras e cada lição aprendida... E mesmo que tudo não aconteça da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que realmente valeu a pena..."